Eis que surge um novo verbo na língua brasileira: mariar! Mariar vem de Maria, aquela moça cheia de amor para dar, que se atrevia tentar, correr atrás, demonstrar e dar moral a quem se gosta mesmo sem ser igualmente correspondida. Essas atitudes fizeram nascer o verbo mariar. Criado por atitudes de Maria, mas que perfeitamente poderiam ser de Ana, Juliana, Mariana e tantas outras mulheres, todas humanas, carne, osso, energia, sentimentos, desejos e porque não, transparência!

Eu confesso ser defensora dos sentimentos sinceros e da não banalização dos valores femininos. Essa história de correr atrás de quem não merece para mim é o primeiro passo para a falta de amor próprio. Sou daquelas que quando não correspondida assume a postura de uma mulher que conhece seus valores e se põe em cima de um pedestal. E lá de cima fico a observar de longe, quando tudo que eu mais queria era tê-lo por perto! Logo ficar em cima de um pedestal com cara de difícil só nós põe mais distante do alvo!

Sendo assim o melhor é arriscar, despir-nos dos medos e expor a verdade. Esconder os sentimentos por trás de uma cara de orgulho e insegurança não ajuda em nada. O máximo que vai acontecer com quem se declarar, é levar um não. Simples assim! Vai doer e vai passar. Só o que não vale é depois do não querer ficar perdendo tempo em um mato de onde não vai sair cachorro algum!

E quem sabe depois disso não encontremos um super gato e tenhamos a sorte de ver um milhão e meio caindo em nossa conta?! Para saber o que pode vir acontecer é preciso que pelo menos uma vez na vida mariar, ou seria AMAriar?

__________________________________________________________________________________

Por Niqui Nazer
Longe do Óbvio @longedoobvio

Post Anterior

Shortinho no inverno

Próximo post

Balada in short!