mabrafman
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Era um sábado à tarde. Eu dirigia tranquilamente, até passar na pista ao lado, atrapalhando o meu Radiohead que tocava baixinho, um playboy com um carro tunado, a 120 km/h. Era sábado e ele tinha pressa. É segunda e eu tenho pressa. Já é quinta e você também tem pressa. Pressa we go. Aproveitei os últimos dias para reparar alguns momentos da minha rotina, que deixam claro que eu também faço parte dessa turma do “rush”. Para começar, percebi que o “desculpe, estava com pressa” funciona melhor que “desculpe, estou de TPM”. Mesmo que não seja a mais pura verdade, as pessoas acreditam. Afinal, o mundo está girando rápido demais, e se você parar para discutir se pode ser mentira ou se pode ser desculpa, bom… você perde tempo. Em segundo lugar ficou o dia que fui na padaria comprar um lanche. Eu me imaginei pulando no pescoço da mulher

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Você que procura alguém que te completa em tudo: você quer um relacionamento ou um álbum de figurinhas? Já parou para pensar que essa pessoa “certa” que se “parece muito com a gente” pode estar é muito errada? Que graça tem em 1 + 1 somar 1? Já somos egocêntricos demais para amar todas as nossas qualidades repetidas em alguém. Relacionamentos existem para, oras, a gente aprender a se relacionar. Nada melhor que o diferente para acrescentar. Que mania é essa de procurar um namoro fácil? Que graça tem nisso? Alôu mundo! Onde foram parar os casais cafoninhas “Eduardo e Monica”? Eles ainda insistem em existir? Acho que desistiram de se amar por preguiça. Vida tão corrida, tão difícil, pra quê dar mais trabalho pro coração? Acho um porre aquele casal que gosta das mesmas coisas, que faz as mesmas coisas, que comenta as mesmas coisas. Insuportável aquele casal que

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Se ela disse o quanto te adora, pediu conselhos sobre o que responder para a SMS do Paulinho e de quebra te chamou de querido, sorria. Bem vindo a friendzone. E sim, lá faz um pouco de frio. Mas às vezes é quentinho. E quem sabe, um dia, talvez, possa vir a ser bem caliente. Da amizade surgem bons amores, diria um poeta que eu não lembro qual. A friendzone é um lugar bacana que colocamos caras bacanas, que de primeira não nos interessam para algo carnal, mas são incríveis e não estão ali de bobeira. São nossos amigos. Acredito, inclusive, que os melhores amores são sucedidos de belas amizades. É bem mais fácil, e talvez mais gostoso. Quem sabe até meio complicado, se relacionar com uma pessoa que sabe de antemão suas dores, aflições e questionamentos. E quando é complicado é bom. A amizade masculina é essencial. Homens são

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O que te pede pra pagar a conta no (final do) primeiro encontro – Não sejamos feministas ou machistas. Sejamos apenas sensatos neste primeiro exemplo clássico. A maioria das mulheres são super adeptas aos direitos iguais e quem lê as minhas colunas sabe que eu defendo dividir os gastos e acho bacana a sinceridade de um cara falar ‘pô, to duro, preciso maneirar na grana’. Mas tudo tem limite, intimidade e hora certa. O cara te chama para um restaurante chiquerérrimo, vocês bebem vinho da safra de 1200 e bolinha, comem entrada, prato principal, sobremesa e café e ele só avisa que tem caranguejo no bolso na hora que a conta chega? Me desculpe, mas não vai rolar. Ninguém chama uma mulher para um primeiro encontro em um restaurante bacana sem como bancar. A única solução é (ele) lavar os pratos. O que adia o encontro porque está cansado do

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Em algum momento vocês vão se encontrar. Seja no meio de qualquer canto da cidade ou curtindo um mesmo status no Facebook. Não importa quem terminou ou porque terminaram. O fato, é que aquela pessoa que participava da sua vida na mesma frequência que você calçava chinelos, não existe mais no seu dia-a-dia e anda solta por aí. De amigo íntimo de todas as suas cores de calcinha, de repente, aquele cara se transformou num estranho fora do ninho. E o pior: ele já está construindo um ninho novo, que pode estar em qualquer canto do planeta terra. Existe a possibilidade dele surgir no meio da rua trocando de calçada ou esbarrando em você no corredor do shopping. Encare: enquanto não diminuem os preços de passagens para marte, é inevitável, você e seu ex podem se ver qualquer dia desses. O que esqueceram de te contar é que o mais

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Não são só eles. Nós também odiamos esse período nebuloso. TPM dá preguiça demais. Trabalho demais. Pensa comigo, o quanto é desgastante e chato, a possibilidade de ter mais de três sensações e quatro sentimentos em menos de dez minutos. Nem na final de pênaltis de Flamengo e Fluminense os homens sentem isso. Nem comer uma torta de limão proporciona isso. Mentira, proporciona sim. Ou melhor, cura que é uma beleza! E o detalhe: esse turbilhão avassalador acontece todo mês. Não tem muito escape. A gente acorda, e de repente está louca. Se estou caindo no clichê de escrever sobre a TPM, é por que eu Tô meio Pirada Mesmo. A gente fala uma coisa e pensa outra. Ou pensa uma coisa e fala outra. Fazemos bagunça e inventamos problemas onde está zen. Nos transformamos em defensoras de pequenas causas – uma pomba machucada dói o coração (e olha que

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Está faltando união. Falta acreditar em nós mesmas. Falta ter mais amizade e mais coragem para apresentar o namorado para amiga loira e bonita sem medo, sem neura, sem insegurança. Sinto falta de celebrarmos mais nossas conquistas com brindes de sinceridade. Sabe como? Rir mais para gente e não da gente. Menos inveja, menos disputa de melhor bolsa, melhor sapato, melhor cirurgião plástico. Aposentaríamos o nosso colar de olho gordo, que anda no pescoço como um mantra. Sinceramente, mulherada, pra quê? A gente sabe que não é por medo de inveja do vizinho, do amigo, do primo. No fundo, não esperamos que venha de um homem. Morremos de medo de nós mesmas. Provaríamos para o mundo que somos uma raça unida. Que feio nos desunir, se nascemos do ventre da mãe – da melhor amiga. Conseguimos direitos de amar livremente e caímos na hipocrisia de culpar a amante. Nos orgulhamos

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O amor vem depois da paixão até mesmo no namoro. O amor é quase um parto, pois muitas vezes ele só nasce depois de 9 meses juntos. Para a paixão virar amor, ela passa por provas complicadíssimas. Literalmente: estudamos coisas absurdas e muito chatas. Como, por exemplo, porque raios é preciso que a gente suporte que o namorado nunca e jamais levantará a tampa do vaso. Ou no caso deles, porque, meu Deus, é tão difícil que ela entenda que eu preciso urgentemente tomar uma cerveja com o João. E esses exemplos são extremamente tolos perto de grandes dificuldades que existem na matéria moderna de Mark Zuckerberg, “relacionamento sério, séríssimo”. A paixão é espaçosa. Folgada demais. Ocupa sempre uma cadeira a mais em qualquer lugar que um casal recém formado esteja. O amor talvez seja menor e mais simples de aprender. Sem querer, ele vira uma equação de menos logaritmos.

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