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Crônicas para mulheres. Textinhos com frases e indiretas.

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Amor bom é esse que chega de mansinho, bem devagarinho, sem causar muito auê. Não me leve a mal, não estou diminuindo os sentimentos de ninguém, mas a paz de um amor tranquilo me traz muita felicidade. É que eu me cansei de viver a vida em perigo a todo momento. Um dia, pode ter certeza, você vai se cansar do medo, da insegurança, da inconstância e vai querer qualquer tipo de certeza que te dê coragem e firmeza. Eu vivi a mil por hora e tive alguns acidentes que me causaram feridas profundas. Não que não tenha valido a pena, sabe? Mas é que sei lá, alguns machucados demoram muito a sarar. E cicatrizes doem bastante conforme a lua muda, vai entender. Já vivi o amor em sua totalidade, pela metade, já amei sozinha e fiz loucuras. Aprendi também que ele não precisa ser devastador o tempo todo. É

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Tenho que admitir, coisa que não faço com muita frequência, que estive errada sobre você. Quando te conheci, achei que desistiria de mim numa briga qualquer. Num dia ensolarado ou noite chuvosa. Achei que abriria mão logo na primeira prova de resistência ou com a minha falta de paciência. Eu estive errada todo esse tempo porque me julguei boa demais para você. Quando tudo o que você fez foi me mostrar o contrário. Eu não quero viver uma mentira como das outras vezes, entende? Não quero que você seja como todos os outros a quem enganei. Não quero te dar o que eu não tenho, nem te fazer acreditar no que eu não sinto. Seria de uma covardia sem tamanho se eu te levasse até a minha casa e te embebedasse com meus vinhos, histórias, desafetos e carências. Seria muito aceitar o fardo de te tratar como nada logo após.

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Não adianta insistir, algumas coisas possuem um prazo de validade na nossa vida. Pessoas também. Não raro, ignoramos certos sinais, claros e evidentes, que tentam nos mostrar o encerramento de um ciclo. Não enxergamos porque o coração não deixa. Ou não quer. Não nos ensinaram como dizer Adeus, ainda mais no pleno do sentimento. Um dia a gente descobre que amar não é o suficiente. Não existe felicidade diária, ou um relacionamento sem divergências. Uma relação pode, inclusive, terminar sem brigas. O que indica o fim é exatamente uma ausência de reação que o outro possa lhe causar. Pro bem e pro mal. Se o abraço dele não lhe provoca mais aquela sensação de conforto, é hora de repensar a paixão. A harmonia até existe, um entra pela casa e já vai lavando a louça, enquanto o outro deixa o lixo ao sair pela porta. Ao deitar, o casal promove

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Eu não sei o que é, de fato, o amor, disse baixinho. Uma frase curta e simples se propôs a causar uma catástrofe em mim. Depois de muito pensar, eu não sei definir o que é. Quando digo “eu te amo”, me refiro a quê? Para mim, amor é assistir a um pôr-do-sol em boa companhia, sentir a chuva caindo de mansinho, ser feliz com alguém ou sozinho. É ter aquele abraço que chega sem que seja preciso pedir e, em meio ao silêncio, diz mais que todos os meus textos reunidos em uma folha qualquer. Eu me lembro quando disse que amava alguém pela primeira vez. A gente estava em um carro e em meio a uma conversa qualquer eu soltei: “eu te amo”. Acho que nunca assustei tanto um cara em toda minha vida. Ele foi educado o bastante para dizer que amor era uma palavra forte demais.

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Amor platônico é juvenil, não importa a idade. É uma vulnerabilidade constante, insegurança para qualquer passo em direção à pessoa desejada. É uma certeza de que tudo pode e vai dar errado no momento em que tentarmos quebrar essa fria distância entre os corpos. Amor platônico é amor só no nome. Sentimento indecifrável, mais parecido com encantamento e ilusão. Ocorre pela vontade de se apaixonar. É a idealização da paixão num biotipo específico, a necessidade de projetar em alguém o desejo por ser feliz. Amor platônico sonha ser correspondido e então desperta para uma realidade distante. Ele não me olha. Ela nem sabe meu nome. Sofremos com isso na escola, na adolescência, com o vizinho gato e o primo impossível. Mal conhecemos e já amamos. Amor na forma de falar, um amor totalmente condicional, que sobrevive apenas na fantasia da realidade. Platônico de Platão, que idealizava um amor sem cunho

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Quanto tempo demora até que o amor passe? A gente abre a roda, dá caminho, empurra, faz biquinho e nada faz com que ele siga em frente. O fim do amor é mais trágico que o final de qualquer relacionamento. Como encarar esse novo estranho que permaneceu tanto tempo nos capítulos da nossa vida? Como sentir o toque da mão e não estremecer? Como receber uma SMS e não sentir o estômago revirar? O fim do amor, além de triste, é sem graça. Aliás, cadê o seu sorriso? O fim do amor é fazer juras de que nunca mais voltará atrás. E diferente das outras vezes, não se contradizer. É separar as roupas, os objetos, os lugares preferidos e os amigos. É deitar sozinho sem ter em quem pensar e chorar em uma madrugada qualquer. Sentir o fim do amor é ter saudade. Ou não, salvo exceções. Vivenciar o fim

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Nunca é fácil terminar um relacionamento. Ainda mais quando a mudança não parte da gente. Parte a gente. Falo daquele pé na bunda indesejado, inesperado, de um ciclo encerrado abruptamente e de forma unilateral. Situação terrível, choque de fantasia, distorção da realidade. Vontade de não mais existir. Mas existem flores brotando no deserto sentimental que vivemos no momento da fossa. Basta querer enxergar. É difícil ter consciência quando o chão se abre sob nossos pés, quando a dor no peito desatina e a razão não faz mais sentido. Complicado ter que buscar uma força que desaparece, lidar com a sequência daqueles minutos de angústia. Mesmo assim, é preciso um último suspiro, um fôlego de sobrevida, um apoio fraterno dos amigos pra tirar a gente de casa, daquele estado moribundo. Temos que nos abraçar em algo ou alguém, nem que seja no travesseiro como hospedeiro das lágrimas, ou nas canções que

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Tá difícil seguir sem você. Parece algo intrínseco ao meu ser, entranhado na pele. Você marcou de uma forma que meu coração jamais vai esquecer, por mais que a cabeça se esforce. É uma falta que assombra o peito, questiona a vida. Me faz perguntar ao espelho se um dia eu vou sorrir novamente. Eu sei que vou. Pelo menos espero que sim, mas a sensação é de que o mundo será cinza para sempre. A parte mais difícil está entre o despertar e o adormecer. No restante, até que lido bem, isso quando não lembro dos sonhos. Quando acordo, lembro de você antes mesmo de abrir os olhos. É como se eu sentisse teu cheiro. Na verdade eu sinto, relembro, revivo, recordo, renasço para falecer novamente. Durante aqueles segundos na cama, com a consciência turva, procuro teu corpo entre os lençóis. O vazio da cama rima com aquela angústia

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Dar um tempo é perder tempo. Covardia da boca, frase do medo. Decisão indecisa, contradição da vontade. Tentativa de conformar sem confortar. Dar um tempo é sentir pena de machucar quem deixamos de amar. É o fim abreviado. Injeção letal com anestesia. Dar um tempo é a vergonha do brio, escudo transparente do verdadeiro desejo. Quem pede um tempo, não quer admitir que o ciclo encerrou, pelo menos de forma unilateral. E aí, não há o que fazer. Não se ama por dois. Ao pedir um tempo, a necessidade é de se afastar. Ledo engano. A proximidade é que poderá consertar o que se quebrou. Dar um tempo é abrir espaço para o conveniente, para dormir em outras camas, para pensar na vida. Se você precisa pensar longe da pessoa com quem você está, sinto em dizer que não há mais o que pensar. Quem ouve “Precisamos de um tempo”,

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A vida é feita de escolhas. O amor também. Podemos escolher entre a felicidade plena e linear, ou a vulnerabilidade da paixão. Mesmo quando temos a chance de optar pela serenidade de um sentimento maduro, concreto e estável, há quem prefira aquela dúvida de um olhar correspondido. Não tem jeito, algumas pessoas não se adaptam ao outono de uma relação duradoura. Preferem o fogo no vão da incerteza, o desafio constante da autoestima. Não é fácil escolher entre o calor que incendeia e o morno que aquece. É uma armadilha do destino, que instiga as nossas vontades urgentes. Uma paixão que desatina nos faz refletir sobre tudo que nos envolve. Somos tomados por um desejo de eternidade daquela sensação flutuante de êxtase. O problema é que a paixão nunca será eterna. O fogo que queima a pele é inebriante, porém efêmero, como todo ápice da vida. Nem sempre temos a

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