A nova tendência do momento não poderia ser mais controvérsia: Dad Sneakers! Não dá para negar que esses tênis “feios” estão fazendo a cabeça de muitas fashionistas. Eu, particularmente, não consigo gostar de quase nenhum look que eu vejo com eles – acho super grosseiro e bizarro – simplesmente o Dad Sneakers não mexeu com meu coração, muito pelo contrário. Será que vou usar? Não pretendo. Mas não vou dizer que dessa água não beberei porque infelizmente eu já cansei de pagar a língua. Mas bonito não é, tanto que os “Dad Sneakers” também são conhecidos por “Ugly Sneakers. Se são tão “ugly” porque desejamos?

Os tênis possuem um solado grosso e formato maxi bem na pegada dos anos 90. Diversas marcas já apostaram nos seus modelos, inclusive fast fashions como a Renner já estão vendendo os “tênis de pai”. Puma, Fiever, Fila, Nike, Chanel, Adidas, Balenciaga, Gucci… praticamente todas as marcas estão colocando as suas fichas no modelo.

O que aconteceu com o mundo? O que aconteceu com a gente?

Eu só consigo pensar: o que aconteceu com o mundo e o quão “fashion victims” nos tornamos quando passamos a achar esse tipo de moda bonita. Não sei. Sei que o Dad Sneakers tá aí para nos mostrar que basta uma Bella Hadid ou uma Jenner usar para corrermos para as lojas e apostarmos em algo que não necessariamente combina com o nosso estilo. Nós simplesmente nem paramos mais para pensar se achamos bonito ou não. Usamos o que nos dizem para usar, simples assim. Inconscientemente. No início reviramos os olhos mas depois de tanta gente começar a usar e do marketing das empresas colocarem na nossa cabeça (vitrines, instagram, revistas, blogs..) alguns itens passam a se tornar comuns e necessários de um dia para o outro. Mas são mesmo? Já passamos pelo tênis com salto abandonado em menos de uma estação e pela volta da pochete que era símbolo máximo da cafonice e se tornou cool em um piscar de olhos.

O mesmo podemos falar para lojas de grife que tudo que lançam se torna objeto de desejo pelo simples fato de ser caro e inacessível para a maioria da população – depois grandes marcas copiam para pobres mortais como nós podermos usar algo que nem sempre é bonito. Vejo vitrines de grifes mundo a fora com roupas que se custassem 50 reais ninguém usaria. Bolsas que, honestamente, eu não queria nem de graça, custando o preço de um carro novo. No fim das contas a verdade é que nós não nos importamos se é bonito ou feio – nos importamos de pertencer a um grupo que nem existe de verdade, de nos sentirmos superiores a outras pessoas.

Não me levem a mal – eu amo tendências e uso muitas delas! Entretanto, chegamos em um limite que temos que pensar no que combina com a gente de verdade e refletirmos: essa escolha é realmente minha? Falamos tanto em liberdade, de usar o que queremos, de não se encaixar nos padrões. Mas basta a Kardashian do momento ser fotografada usando uma peça (que achávamos horríveis até agora) para esquecermos nossos gostos e nossa personalidade. Basta uma marca inacessível lançar um tênis que nem todo mundo pode comprar para desejarmos para ontem. Isso é ser livre? Não. Isso é ser manipulada.

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