Se você precisa mesmo ir, então vai. Não sou eu quem vai lhe abrir a porta e lhe mostrar o caminho sem volta daquelas ruas e de um mundo inteiro longe de mim, longe de nós. Mas, se você já conhece o percurso e isso lhe atrai, também não sou eu quem vai te segurar. Afinal, o que estaria ao meu alcance para impedí-lo se eu já nem te alcanço mais? Não vou esconder suas roupas, suas chaves, seu passaporte, seus documentos. Não vou amarrá-lo ao pé da minha cama, nem me jogar aos seus pés implorando pela sua presença, pela sua permanência. Se eu bato os pés e puxo os cabelos, se eu grito seu nome, se eu seguro os seus braços, vou estragar tudo; vou derramar luto sobre uma história que foi tão colorida enquanto durou. Vou sentar e assistir a tudo com calma. Porque permitir que você parta é como salvar a nós dois. É como colocar em formol os pedacinhos de romance que eu quero levar para a vida, sem danificá-los com escândalos e apelações. Quero nossos pedaços limpos, ainda que separados.

É evidente que sentirei sua falta, mas a distância é benéfica quando se sente saudade. Por isso mesmo, permito e até insisto para que você se vá. Ninguém nunca nos conta essa parte da história, mas a distância é uma bênção quando se perde alguém. A distância é a desculpa perfeita para chorar sobre um travesseiro vazio, que antes era morno e ocupado por algo pulsante, vivo. Sofrer por saudade à distância é até poético; é legalizado e completamente aceitável. O que não se pode é sofrer por saudade quando aquela pessoa está deitada ali, ao seu lado. As leis e a própria lógica não nos permitem sentir falta daquilo que ainda não se afastou de nós. E justamente por isso, prefiro que você se afaste. Para eu ter permissão de sentir essa dor, essa perda, essa saudade tamanha que eu sinto todos os dias quando tenho você ao meu lado, sem estar entregue a mim. É que você não percebe, mas já se foi há muito tempo. Seu corpo continua próximo ao meu, às vezes até colado, mas sua essência – aquela pela qual me apaixonei – já se perdeu de mim. A partida física é só uma consequência, seguida da porta fechada às suas costas. E posso até respirar aliviada porque, depois que você sair, finalmente os outros vão entender o que sinto quando digo que você partiu.

blog feminino

Não sei se vocês notaram, mas ultimamente as jaquetas com mangas em tecidos diferentes tem aparecido muito por aí. Meu primeiro contato foi com um look da Emma Watson, vestindo um trench coat escândalo da Burberry. Depois disso, não chegou a me chamar a atenção mais até por esses tempos. Nas últimas estações, a espanhola Zara trouxe suas versões, tanto de parkas quanto de trenchs adaptados com mangas em couro, o que foi suficiente pra pipocarem por aí mil e uma opções (lindas!).

blog de moda

Os modelos mais comuns levam, como já mencionei, mangas em couro e corpo de outro tecido, como tweed ou jeans. Geralmente, as combinações ficam nos tons neutros, preferencialmente entre creme, verde militar e preto; mas podem variar!mangasdiferentes2mangasdiferentes1angasdiferentes3O legal dessas peças é que são neutras e têm bastante informação de moda ao mesmo tempo, ou seja, versatilidade pra usar com tudo e mais um pouco! Minhas combinações preferidas são com saias e vestidos, pois acho que o pesado dos tons e dos materiais quebra a delicadeza de peças mais femininas. Entretanto, com skinny e scarpin ou bota flat de cano baixo também vão super bem. Amamos! E vocês? Vão apostar nessa tendência?

Então chegou dia dos namorados, mais uma vez. E com ele, seus clichês e declarações, quase na mesma intensidade que as lamentações e revoltas. Quem está namorando publica fotos de jantares maravilhosos, passeios especiais, presentes e todas as coisas fofas típicas desta data. Já quem não está, procura o mais rápido possível arrumar programação para o dia (de preferência em algum lugar que não esteja abarrotado de casais), sem falar nos que saem com a certeza de que o companheiro dos sonhos aparecerá naquela noite.

Apesar de todas as queixas, negações e provas de ‘auto suficiência’, duvido que até o solteiro mais convicto do mundo não tenha alguém de quem se lembre no fatídico 12/06. Seja um cheiro, um sorriso, um nome… Aquela lembrança virá. Quanto tempo esteve lá, escondida? Quanto tempo ficará? Difícil dizer, mas no dia dos namorados, por incrível que pareça, seja a ficada da semana passada ou o namoro de anos terminado há pouco tempo, ela que veio a mente. Tudo bem, talvez essa lembrança suma no dia seguinte. Ou talvez não. E no meio dessa história, não é que o dia dos namorados, fugindo do óbvio, acaba sendo muito mais revelador para os solteiros! Esqueça as tentativas de provar o quanto está bem assim, e curta sua lembrança. Não fuja dela pelo menos neste dia. Pode ser melhor do que você imagina. Como dizem por aí, tem muito solteiro apaixonado e muito namorado fingindo que ama. Afinal de contas, seja qual for o dia do ano, namorados ou não, o que importa é o que está no coração.

Love

Meninas, estou na Europa mas para não deixar o blog desatualizado resolvi trazer umas fotinhos da viagem para vocês conhecerem esse lugar maravilhoso que estou passando esses dias: Lisboa, em Portugal. É simplesmente encantador. Quem tiver a oportunidade precisa vir pra cá. Nessa semana ainda vou para Paris – e posto mais fotinhos por aqui. No fim da viagem vou trazer diversas dicas legais de passeios para fazer por aqui, restaurantes para conhecer em Lisboa, lugares para ir em Portugal, dicas de compras, entre outras coisas. Espero que vocês gostem!

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ivana rebeschini

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É ou não é a coisa mais linda do mundo? O meu look estava camuflado com os azulejos portugueses hehehehehe super temática! Foi sem querer mas ficou fofo, né? Portugal é incrível. A viagem tá demais! Conto mais depois com calma!

O frio vai chegando e é inevitável pensar em combinações predominantemente sóbrias; com muito preto, cinza e azul marinho. Mas, depois da febre do color block e das candy colors, sobrou muita roupa colorida no armário de todo mundo e tá na hora de testar novos jeitos de usar todos esses tons, só que agora dando a eles cara de outono/inverno.

looks coloridos

user cores no inverno

inverno com cor

Olhem só algumas inspirações… As bolsas em cores fortes que ficaram do verão vão pra jogo agora com casacos pesados, criando contraste com os tons neutros e variando o couro dos tradicionais marrons e afins. Os vestidos coloridos ficam ótimos com meia calça preta, mesmo se a cor for acesa, não precisa ter receio. As calças coloridas continuam, sim! Pode ir tirando da gaveta e pensando seriamente em usar com listras ou estampas étnicas, melhor ainda se em p&b. E prestem atenção nos últimos dois looks… Ambos tem uma cartela com mais de duas cores fortes e, ainda sim, estão super harmônicos e desejáveis. Quem não quis uma saia pink pra ontem?

Agora quero saber… Estão convencidas? Vamos deixar esse inverno mais colorido, meninas?

Sento na mesma cadeira de sempre e, abraçada ao mesmo travesseiro de sempre, eu solto o mesmo suspiro de sempre e finjo me importar com o que está passando na televisão. Mas no fundo eu não me importo. E como sempre, eu apenas assisto. Esse é um daqueles momentos mais para dentro, sabe? É um daqueles momentos egoístas de domingo, de quando os jornais mostram divisas de territórios em crise, parentes esquecendo que são parentes para ganhar alguma vantagem, dinheiro sujo circulando em lavagens que nunca o tornam limpo… esse é um daqueles momentos em que as coisas parecem desmoronar aos poucos, e o comercial da Coca Cola tenta amenizar os impactos dizendo que os bons são maioria. E devem ser. Mas os bons também têm seus momentos mais para dentro e por algumas horas eles também não se importam. Sei disso porque não sou uma pessoa má, entende? Mas lá estou eu assistindo pequenas cenas catastróficas apenas por assistir, porque é domingo e porque eu precisava abraçar alguém e trouxe o travesseiro para suspirar comigo. Eu suspiro um ar dominical egoísta, de quem encararia melhor a frieza que se espalha lá fora, caso estivesse sempre quente por dentro. Mas eu nem sempre estou. A verdade é que eu não sou como o Sol, e estou muito mais para planeta Terra que congelaria se afastando dele apenas alguns centímetros. Mas é tão domingo hoje… e eu sentada na mesma cadeira de sempre aperto o travesseiro e suspiro outra vez. É quando meu pai, sentado do outro lado da sala, diz: você espera demais. E sinto vontade de dizer que ele também espera, que todos também esperam, mas não digo. Porque eu espero demais. Demais no sentido de durante muito tempo, ou demais no sentido de coisas grandes? Eu não sei, pai. Eu não sei, domingo. Eu tão inquieta e ansiosa, de repente estou inerte. Eu suspiro. E espero que a espera passe.

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