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cronicas

Refletindo

É complicado sabe? Essa coisa de gostar nunca foi o meu forte. Eu sempre escorreguei em algum tópico que era necessário pra fazer as pessoas ficarem e no fim das contas sempre pareceu que a culpa era minha, entende? Se esforça pra entender meus traumas e talvez assim você compreenda quem eu sou hoje. Infelizmente são eles que me fizeram ser assim, insegurança que transborda. Porque em fotos é fácil sorrir, achar frases de incentivo e fazer todos acharem que não doí, que nunca doeu e que a mulher maravilha sempre foi minha inspiração, quando na verdade eu estou bem mais pra Bela Adormecida, que se escondeu em uma torre na esperança de ser salva. Não tinha mais forças pra lutar, sério! Estava cansada e ficar presa na torre parecia a melhor opção pra fugir da realidade turbulenta que existia ao meu redor. Até que eu fui salva pelo amor,

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Refletindo

Minha possessividade sempre bateu de frente com sua liberdade exagerada. Não que isso me incomodasse por completo, mas sempre rendeu boas brigas. Ele não diz nomes feios perto de outras pessoas, eu mando logo ir pastar qualquer pessoa que me tire do sério. Minha risada ecoa em qualquer lugar em que eu esteja, a dele é discreta e tímida. Num primeiro momento, eu poderia jurar que fomos desfeitos um para o outro. Não dá para botar fé num relacionamento que é composto por diferenças. E foi aí que eu me enganei. Ele é calmo e eu o estresse em pessoa. Quando eu mando as coisas para o espaço, é ele quem recolhe tudo e me diz que tinha certeza de que eu me arrependeria. Eu sou guiada pelos sentimentos, ele pela razão. Ele é meu consolo e eu sou sua amiga. Ele curou minhas cicatrizes e eu dei um brilho

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Refletindo

Nunca é fácil terminar um relacionamento. Ainda mais quando a mudança não parte da gente. Parte a gente. Falo daquele pé na bunda indesejado, inesperado, de um ciclo encerrado abruptamente e de forma unilateral. Situação terrível, choque de fantasia, distorção da realidade. Vontade de não mais existir. Mas existem flores brotando no deserto sentimental que vivemos no momento da fossa. Basta querer enxergar. É difícil ter consciência quando o chão se abre sob nossos pés, quando a dor no peito desatina e a razão não faz mais sentido. Complicado ter que buscar uma força que desaparece, lidar com a sequência daqueles minutos de angústia. Mesmo assim, é preciso um último suspiro, um fôlego de sobrevida, um apoio fraterno dos amigos pra tirar a gente de casa, daquele estado moribundo. Temos que nos abraçar em algo ou alguém, nem que seja no travesseiro como hospedeiro das lágrimas, ou nas canções que

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Refletindo

Dar um tempo é perder tempo. Covardia da boca, frase do medo. Decisão indecisa, contradição da vontade. Tentativa de conformar sem confortar. Dar um tempo é sentir pena de machucar quem deixamos de amar. É o fim abreviado. Injeção letal com anestesia. Dar um tempo é a vergonha do brio, escudo transparente do verdadeiro desejo. Quem pede um tempo, não quer admitir que o ciclo encerrou, pelo menos de forma unilateral. E aí, não há o que fazer. Não se ama por dois. Ao pedir um tempo, a necessidade é de se afastar. Ledo engano. A proximidade é que poderá consertar o que se quebrou. Dar um tempo é abrir espaço para o conveniente, para dormir em outras camas, para pensar na vida. Se você precisa pensar longe da pessoa com quem você está, sinto em dizer que não há mais o que pensar. Quem ouve “Precisamos de um tempo”,

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Diversos

Sempre tem aqueles dias em que eu me levanto da cama só para me arrepender de algo. Começar com o pé direito mas fazer questão de realizar tudo com o esquerdo procurando pelo que lamentar no dia seguinte. Não dá pra saber se é carência, loucura ou saudade do que nunca tive, simplesmente acontece. Agindo de acordo com tudo o que me parece errado e provando o gosto da busca desiludida vou ligar pra pessoa errada, atender a chamada daquela pessoa que era pra eu recusar ou qualquer outra besteira. Porque, por incrível que pareça, as pessoas erradas aparecem exatamente na hora certa e já chegam nos tirando o chão. Passei o dia todo repetindo que não o encontraria até o momento em que ele me mandou uma sms: “Te pego às oito?”, o que responder? Um conflito entre razão e emoção ameaçando estragar o teatro que idealizei o dia

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Refletindo

Hoje tive um daqueles pesadelos terríveis de novo, sabe? Bem, não sei se você se lembra. Acontece que ainda não perdi o hábito de assistir a filmes de terror por pura curiosidade. Aí fico nessa luta interna depois. A diferença é que agora tenho que me virar sozinha, mesmo com medo. O que você não sabe é que você se foi, mas meu refúgio continua sendo nossa história. Me tranquei no escuro do meu quarto e me agarrei às nossas lembranças. Você nunca soube, mas elas sempre me confortaram. Em dias frios, nebulosos, de sol, de chuva, qualquer dia. Você não está me abraçando para me acalmar, mas ainda assim, está comigo. Quando me pego mexendo em feridas já cicatrizadas, me bate aquela saudade. Aí penso em te ligar, correr atrás, morrer de amor e todas aquelas bobagens sentimentais em que você está cansado de se ver. Será que se

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Refletindo

Vida. Estranha essa vida que te leva pra caminhos que tu não deseja. Não quer. Que sempre te puxa pra dor. E nós, seres humanos, com todos incontáveis defeitos vivemos desafiando essa lei da vida de tentar fazer tudo certo. E esse certo? E esse tal de certo que ás vezes, não é o certo pra todo mundo. E esse réu confesso que é nosso coração, que com todos seus sentimentos vive apenas para ser preenchido. Nosso coração nasce incompleto, e vive por ai a vida inteira a procura daquele pequeno pedaço que possa preenche-lo. Mas não é qualquer pedaço é aquele que se encaixa perfeitamente, é como se nosso coração fosse um vaso quebrado. Por mais que tu encontre os pedaços perdidos e tente encaixa-los ele não será completo, lindo e pleno sem aquele pequeno minúsculo pedaço que faz toda a diferença. A gente cresce e vive a procura

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Refletindo

Difícil entender como uma pessoa pode fazer isso com alguém que lhe deu tanto. Eu fui tudo pra esse cara. Um moleque, na verdade. Se transformou num homem, graças a mim. Eu o fiz acordar pra vida, mostrei que aquele emprego não lhe acrescentava nada e que ele deveria ter saído da casa da mãe. Sim, até lavei roupas dele, mas na cozinha ele se virava. De vez em quando eu até chegava em casa e o via passando a roupa, com a cama arrumada. Ele aprendeu que viver é muito mais do que um jogo de futebol. Virou responsável e cuidadoso, porém, infiel. Juro que tento, me esforço, mas é quase impossível conceber porque ele fez isso comigo. Estou aqui sentada na janela dessa sala vazia, olhando pra rua. Vejo os carros passando, a cidade pulsando e o meu coração em pedaços. O vidro serve como um espelho obscuro.

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