Se as mulheres soubessem o poder que tem uma lingerie. Ela é o uniforme da sensualidade, peça íntima que deve ser exposta, capaz de seduzir mais do que a própria nudez feminina. As mulheres deveriam abusar do uso de Lingeries e, com isso, abusar da sensatez masculina. Não importa se ela for de duas peças, ou vir acompanhada de espartilhos destacando as pernas e um corpete valorizando os seios. Uma lingerie adequada é como uma isca para alcançar a presa, um convite à felicidade, um contorno colorido para a beleza da mulher.

Ao contrário do que as mulheres pensam, não há restrições de cores e formatos. O homem está mais preocupado com o conteúdo, do que com a embalagem, mas apesar disso, a forma de uma lingerie interessa e muito. Se for de renda, fio dental e com um bojo interessante no sutiã, o homem permitir-se-á até mesmo fechar os olhos para ser feliz. Uma lingerie branca, independentemente da tonalidade da pele, pressupõe uma inocência desafiadora, um símbolo angelical que contrasta com o calor da pele. O preto realça a tez clara, revela toda a segurança dela. O vermelho combina com os lábios e só é recomendável caso a mulher tenha uma intenção bem definida.

O bege, considerado impensável, é linear, sem vida e não atrai tão somente pela cor, mas é bom que as mulheres saibam que a vontade não diminui. Isso é mito. A paixão supera qualquer ausência de brilho na vestimenta. Uma lingerie lilás, roxa, laranja ou amarela, são sempre bem vindas, especialmente aquelas peças feitas para ficarem à mostra, por baixo de uma camisa, ou de uma blusa transparente. Um adereço sensual, porém permitido não ser tão íntimo dependendo da situação.

Lingeries transformam, encantam e seduzem. No dia-a-dia, ou em momentos especiais, não existe nada mais sexy do que uma lingerie escolhida com carinho por quem a gente gosta. Qual a sua cor de hoje?

Por Chico Garcia, conheça o blog dele!

Click

Click é aquela sensação de que alguma coisa se modificou dentro da gente. É uma interrogação que o corpo se faz, um arrepio sem procedência, um sorriso espontâneo provocado pelo timbre da voz. Click é um sinal interno de que o seu dia mudou de nome a partir de então.

Nunca esperamos o click. Pode ser num olhar, numa conversa ao telefone, ou em um esbarrão no meio da festa. Naqueles segundos em que os corpos se encontram, mas não se enxergam, você já sente algo estranho, familiar. O click é um sentimento confuso, sem identidade, chega quando quer e entra no peito sem avisar.

Certa vez, o click apareceu antes mesmo de conhecê-la pessoalmente. Só de ouvir falar nela, senti uma empatia genuína, um carinho instantâneo e, a partir dali, minhas reações extrapolaram qualquer normalidade aparente. Eu só provocava um assunto com nosso amigo em comum. Sem me dar conta, demonstrava interesse por alguém que meu olfato ainda não reconhecia, que apenas meu sexto sentido identificava. O click invade sem que você perceba e abre as portas para o encantamento. Uma vez encantado, não há espaço para raciocinar.

Eu nunca havia tocado nela, olhado pra ela, mas bastava falarem dela – inclusive com outros caras – e eu sentia ciúmes, vontade de protegê-la. O curioso é que nem assim eu imaginava que algo estava acontecendo, talvez por tudo isso ser uma grande loucura da minha parte. Ingenuidade. O click tem um quê de insanidade.

Não é raro sentir atração por alguém que não conhecemos ou não vimos o rosto. Para haver o click, a pessoa nem precisa ser bonita, engraçada, ou ter um bom papo. O click é irracional e não significa que se transformará em paixão. O click é o embrião do sentimento, pode durar horas, ou alguns dias. É um estalo do coração, brilho efêmero dos olhos. Desperta a vontade de ser feliz.

Texto por Chico Garcia, conheça o blog dele!

Te conheço muito bem, vejo que você tenta, tenta, e tenta mais uma vez. E me diz, pra quê? Pra que continuar insistindo em mais do mesmo? Pra que ficar criando e fantasiando uma realidade não compartilhada, que sempre que pode, dá um jeito de acabar com você? Não tem coisa mais difícil do que esperar sem saber o que te espera, pago pra ver desafio maior. Você quer se sentir forte, gosta disso… Quer mostrar que aguenta e que cada baque é uma espécie de degrau, mas se esquece de que esse degrau está na escada da mágoa, não na escada da força, nem da confiança, e nem perto da felicidade.

Acorda, menina! Olhe pra você, enxergue dentro de você! Perceba que pessoa linda você é, que amigos lindos você tem, e pare de se sentir um mártir, achando que respirar fundo é a solução pra todos os seus problemas e que você é capaz de lidar com todos eles sem se abalar, porque deixa eu te contar, você não é! E, principalmente: você não precisa disso, ninguém precisa! A vida é quase como ir pra balada: pega seu salto, e pisa com ele em tudo que te faz mal. Na bolsa, guarde tudo que te faz feliz! Simples e incrivelmente leve. Se desprenda, se desapegue, descubra coisas novas, tenha experiências novas, é pra isso que a vida está aí. Tenha coragem pra deixar o que te puxa pra baixo fora da sua vida, não há bem maior que você pode fazer para você mesma! Viva o presente, e deixe o passado em seu devido lugar, mas deixe lá mesmo, enterre se necessário! Só assim o futuro terá todo o brilho que você nunca achou que seria possível. Ser feliz é a maior delícia da vida, não perca tempo, por favor. Depois volta aqui pra me contar a sensação maravilhosa de viver apenas para o que te faz bem.

menina livre

Brigas

A briga é o grito do relacionamento, explosão do desconforto, suspiro da raiva. Há quem goste de brigas, apenas para movimentar a união. Pessoas que precisam do caos para organizar a rotina, necessitam da dúvida para encontrar as respostas. Quem pensa assim, entende que a briga reinventa a relação. Na briga, dizemos o que o orgulho manda. Ao esbravejar, somos cúmplices da crueldade e nosso principal objetivo é ferir o outro. Duelo entre teimosia e ódio, numa disputa em que ambos saem derrotados. A cabeça ferve, a língua age e o coração sai machucado. A briga está intrínseca ao lar, faz parte da mobília do casal e, dependendo da intensidade, desarruma a casa de vez.

Brigas fazem parte, ensinam e transformam o namoro ou casamento. O problema é o excesso. Reclamação em ousadia pressupõe insatisfação constante, quase infelicidade. Nessa hora é preciso discutir consigo mesmo a razão de insistir nessa situação. Brigar demais pode ser um vício, necessidade de descarregar no outro a própria inconformidade com a vida. Briga é autoafirmação, autoconhecimento e desconhecimento dos defeitos do parceiro.Provocar a briga é uma revolta em causa própria, egoísmo emocional, vontade ditatorial de dominar a relação. Pode ser o ciúme, o pó de café na toalha da cozinha, a porta da geladeira aberta, a coberta roubada de madrugada, ou o esquecimento de algo combinado previamente. Nada irrita mais do que a negligência num relacionamento. Somos carentes por natureza e precisamos da atenção alheia, pois não há felicidade maior do que ser cuidado por alguém.

Depois da briga, vem o choro de arrependimento. Desculpas desamarram o abraço e o toque mata a saudade da pele, expulsando o orgulho do peito. É triste quando percebemos que as palavras podem ferir quem amamos. O beijo não conserta tudo, mas é o começo do acerto – e o carinho – a porta de entrada para o perdão.

Brigas revelam o pior da gente. Os erros mostram a verdade da alma, a sinceridade do ódio, o desespero da carência. Na briga, mostramos quem não queremos ser, mas quem podemos nos tornar quando somos contrariados. Brigar nunca é bom, mas é um rito de passagem que amadurece a relação. Gostar de brigas é patologia. Evitar brigas pode provocar uma discussão maior e definitiva. A receita está na confiança do desabafo, na veracidade dos olhos, no sincericídeo da entrega. Um casal sabe que existe amor, quando a briga nunca enxerga a luz do amanhecer.

Texto por Chico Garcia, conheça o blog dele!

Minha boca estúpida revelou, mais uma vez, pensamentos sombrios. Não, devaneios. Só disse demais e estragou o que a gente tinha de melhor. O que eu tinha de melhor, que era você. Tudo o que eu sei é que o que você sentia por mim mudou completamente. E você pode dizer que me ama, que está tudo bem e que vamos superar todos os empecilhos juntos, mas quando pego esse seu olhar vago enquanto converso sobre sentimentos, me desespero. Cresci sabendo que temos que pensar antes de falar, que precisamos filtrar nossos sentimentos e emoções pra não machucar quem está ao nosso redor, mas minha boca estúpida com a mesma mania de intensidade de sempre disse tudo o que veio à mente, desse jeitinho mesmo, na lata.

Sei que no meio de tantos gritos, verdades e desabafos deveria conter coisas que eu penso quando te olho. Acho que nunca te contei que tentei te esquecer várias vezes. Inúmeras. Sempre fui tão boa nisso. Simplesmente me cansava, virava as costas e partia. Mas com você não dá. Talvez seja a sua leveza enquanto coloca o cabelo atrás da orelha e dá um sorriso tímido. Ou quando briga comigo e me diz que tenho que ser mais maduro e ter mais responsabilidade. Acho que é a forma como você se mexe e o modo como mexe comigo. E em minha busca louca por finais, te disse aquelas coisas todas. Mas aqui estou de volta pra você, como sempre acontece. Não dá pra esquecer e engolir em seco o seu “acabou.” porque todos os nossos finais são recomeços antes mesmo que terminem.

Você segue minha sombra e some no escuro do meu quarto pra deitar em minha cama. E me olha rindo quando penso na possibilidade de tentar algo novo, sabendo desde o início que nunca funcionaria. Porque nunca encontrarei outro você. Então esqueça as bobagens daquela noite. E lembre-se que todas as vezes em que você tentar me tirar da sua mente, eu vou me jogar no seu coração e na sua alma e no seu destino. Porque estou tão fixado nele quanto você no meu. Então não perca tempo, nem nossas segundas chances. Prometo nunca mais falar nada que te magoe e te tire o chão de novo, amor. Não vá embora, prometo voltar a ser um mistério. Uma incógnita. E calar a minha boca estúpida pela milésima vez.

Texto por Raiane Ribeiro, conheça o blog dela!

Centenas de milhares de coisas acontecem enquanto você luta bravamente para cumprir uma sequência banal de inspirar e expirar, barganhando oxigênio e devolvendo gás carbônico. Centenas de milhares de coisas acontecem enquanto seu coração pulsa desesperadamente, engatando um ritmo frenético de batidas descompassadas. Centenas de milhares de coisas acontecem enquanto você hesita, interrompendo a troca de passos na rua por alguns segundos, a fim de calcular se está indo na direção certa. Centenas de milhares de coisas acontecem em uma velocidade absurda, enquanto você se move em câmera lenta, guiando-se por uma sensação de – de quê mesmo? – temor. Centenas de milhares de coisas acontecem – e você as perde – enquanto sente medo. Enquanto você está parada diante da entrada imponente daquele prédio onde fará sua entrevista de emprego, seu concorrente já fez amizade com a recepcionista e ocupa uma poltrona confortável na sala de espera. Enquanto você não sai na chuva por medo de um resfriado, há casais beijando abaixo dela. Enquanto você teme a morte, o mundo vive. Os carros não param de atravessar os cruzamentos, as músicas não são interrompidas nas rádios, o país não decreta feriado, a Terra não atrasa sua rotação… Não há pausas para nos dar o direito de sentirmos medo por muito tempo. Cinco ou seis segundos de hesitação são permitidos, porque ser inseguro faz parte de ser humano. Mas, um minuto perdido por medo é um minuto a menos de decisões tomadas. E menos decisões são menos chances. E menos chances significam menos vida. E é assim que deixamos que os temores vão nos matando aos poucos.

É assim que surgem os casais mal-casados por uma vida inteira, com medo de voltar atrás. E os solteiros cinquentões que aos vinte e poucos anos sentiram medo de se amarrar. E os que se arrastam para o mesmo emprego entediante há anos, porque têm medo das contas a serem pagas no fim do mês. É geralmente por medo que as pessoas não procuram outras alternativas além daquelas que já têm. E quem não procura, obviamente não encontra. Então, mesmo que nunca se encontrem, as pessoas preferem desejar sorte umas às outras, enquanto se mantêm afastadas dos riscos – quaisquer que sejam. As pessoas não sabem, ou fingem não saber, que é justamente após os riscos que está aquilo que procuram. E para se cruzar os riscos é necessário mais coragem do que sorte. Para deixar a zona de conforto do que nos parece familiar – ainda que tedioso – é necessário, antes de tudo, não sentir medo. E qualquer pessoa sensata dirá que é saudável e não há nada de errado em calcular a queda ou o voo antes do pulo. Mas é necessário pular mesmo assim. Afinal, é quando se cruza os temores que a vida passa a acontecer de verdade.

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