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Refletindo

Tenho que admitir, coisa que não faço com muita frequência, que estive errada sobre você. Quando te conheci, achei que desistiria de mim numa briga qualquer. Num dia ensolarado ou noite chuvosa. Achei que abriria mão logo na primeira prova de resistência ou com a minha falta de paciência. Eu estive errada todo esse tempo porque me julguei boa demais para você. Quando tudo o que você fez foi me mostrar o contrário. Eu não quero viver uma mentira como das outras vezes, entende? Não quero que você seja como todos os outros a quem enganei. Não quero te dar o que eu não tenho, nem te fazer acreditar no que eu não sinto. Seria de uma covardia sem tamanho se eu te levasse até a minha casa e te embebedasse com meus vinhos, histórias, desafetos e carências. Seria muito aceitar o fardo de te tratar como nada logo após.

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Refletindo

Não adianta insistir, algumas coisas possuem um prazo de validade na nossa vida. Pessoas também. Não raro, ignoramos certos sinais, claros e evidentes, que tentam nos mostrar o encerramento de um ciclo. Não enxergamos porque o coração não deixa. Ou não quer. Não nos ensinaram como dizer Adeus, ainda mais no pleno do sentimento. Um dia a gente descobre que amar não é o suficiente. Não existe felicidade diária, ou um relacionamento sem divergências. Uma relação pode, inclusive, terminar sem brigas. O que indica o fim é exatamente uma ausência de reação que o outro possa lhe causar. Pro bem e pro mal. Se o abraço dele não lhe provoca mais aquela sensação de conforto, é hora de repensar a paixão. A harmonia até existe, um entra pela casa e já vai lavando a louça, enquanto o outro deixa o lixo ao sair pela porta. Ao deitar, o casal promove

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Eu não sei o que é, de fato, o amor, disse baixinho. Uma frase curta e simples se propôs a causar uma catástrofe em mim. Depois de muito pensar, eu não sei definir o que é. Quando digo “eu te amo”, me refiro a quê? Para mim, amor é assistir a um pôr-do-sol em boa companhia, sentir a chuva caindo de mansinho, ser feliz com alguém ou sozinho. É ter aquele abraço que chega sem que seja preciso pedir e, em meio ao silêncio, diz mais que todos os meus textos reunidos em uma folha qualquer. Eu me lembro quando disse que amava alguém pela primeira vez. A gente estava em um carro e em meio a uma conversa qualquer eu soltei: “eu te amo”. Acho que nunca assustei tanto um cara em toda minha vida. Ele foi educado o bastante para dizer que amor era uma palavra forte demais.

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Amor platônico é juvenil, não importa a idade. É uma vulnerabilidade constante, insegurança para qualquer passo em direção à pessoa desejada. É uma certeza de que tudo pode e vai dar errado no momento em que tentarmos quebrar essa fria distância entre os corpos. Amor platônico é amor só no nome. Sentimento indecifrável, mais parecido com encantamento e ilusão. Ocorre pela vontade de se apaixonar. É a idealização da paixão num biotipo específico, a necessidade de projetar em alguém o desejo por ser feliz. Amor platônico sonha ser correspondido e então desperta para uma realidade distante. Ele não me olha. Ela nem sabe meu nome. Sofremos com isso na escola, na adolescência, com o vizinho gato e o primo impossível. Mal conhecemos e já amamos. Amor na forma de falar, um amor totalmente condicional, que sobrevive apenas na fantasia da realidade. Platônico de Platão, que idealizava um amor sem cunho

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Quanto tempo demora até que o amor passe? A gente abre a roda, dá caminho, empurra, faz biquinho e nada faz com que ele siga em frente. O fim do amor é mais trágico que o final de qualquer relacionamento. Como encarar esse novo estranho que permaneceu tanto tempo nos capítulos da nossa vida? Como sentir o toque da mão e não estremecer? Como receber uma SMS e não sentir o estômago revirar? O fim do amor, além de triste, é sem graça. Aliás, cadê o seu sorriso? O fim do amor é fazer juras de que nunca mais voltará atrás. E diferente das outras vezes, não se contradizer. É separar as roupas, os objetos, os lugares preferidos e os amigos. É deitar sozinho sem ter em quem pensar e chorar em uma madrugada qualquer. Sentir o fim do amor é ter saudade. Ou não, salvo exceções. Vivenciar o fim

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Refletindo

Tá difícil seguir sem você. Parece algo intrínseco ao meu ser, entranhado na pele. Você marcou de uma forma que meu coração jamais vai esquecer, por mais que a cabeça se esforce. É uma falta que assombra o peito, questiona a vida. Me faz perguntar ao espelho se um dia eu vou sorrir novamente. Eu sei que vou. Pelo menos espero que sim, mas a sensação é de que o mundo será cinza para sempre. A parte mais difícil está entre o despertar e o adormecer. No restante, até que lido bem, isso quando não lembro dos sonhos. Quando acordo, lembro de você antes mesmo de abrir os olhos. É como se eu sentisse teu cheiro. Na verdade eu sinto, relembro, revivo, recordo, renasço para falecer novamente. Durante aqueles segundos na cama, com a consciência turva, procuro teu corpo entre os lençóis. O vazio da cama rima com aquela angústia

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Refletindo

A mentira é o vírus de uma relação. Invisível, ela chega silenciosa, sorrateira, se aloja na convivência e, quando percebemos, estamos infectados. Não há mais cura. Se a sinceridade é o alicerce para o amor, a mentira, é o veneno da rotina. Mentir é fácil. Difícil é suportar as consequências do gesto. Enganar o outro é trair a si mesmo. Mentira é fuga, delírio do óbvio, um lapso de ilusão. Devaneio da realidade, incerteza do passo. A mentira é a contramão da tranquilidade. Mentir não protege, afasta; não ajuda, confunde; não esconde, machuca. A mentira é a sombra do dia, a tentação da noite. Mentir revela mais do que gostaríamos. Uma mentira inocente pode abrigar, mas a sinceridade vai aquecer. Mentimos todos os dias. Dizemos que o cabelo dela está ótimo, que a sua comida está uma delícia, que o perfume dela nos faz cantar. Mentimos por um sorriso e

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Diversos

Sempre tem aqueles dias em que eu me levanto da cama só para me arrepender de algo. Começar com o pé direito mas fazer questão de realizar tudo com o esquerdo procurando pelo que lamentar no dia seguinte. Não dá pra saber se é carência, loucura ou saudade do que nunca tive, simplesmente acontece. Agindo de acordo com tudo o que me parece errado e provando o gosto da busca desiludida vou ligar pra pessoa errada, atender a chamada daquela pessoa que era pra eu recusar ou qualquer outra besteira. Porque, por incrível que pareça, as pessoas erradas aparecem exatamente na hora certa e já chegam nos tirando o chão. Passei o dia todo repetindo que não o encontraria até o momento em que ele me mandou uma sms: “Te pego às oito?”, o que responder? Um conflito entre razão e emoção ameaçando estragar o teatro que idealizei o dia

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Refletindo

Hoje tive um daqueles pesadelos terríveis de novo, sabe? Bem, não sei se você se lembra. Acontece que ainda não perdi o hábito de assistir a filmes de terror por pura curiosidade. Aí fico nessa luta interna depois. A diferença é que agora tenho que me virar sozinha, mesmo com medo. O que você não sabe é que você se foi, mas meu refúgio continua sendo nossa história. Me tranquei no escuro do meu quarto e me agarrei às nossas lembranças. Você nunca soube, mas elas sempre me confortaram. Em dias frios, nebulosos, de sol, de chuva, qualquer dia. Você não está me abraçando para me acalmar, mas ainda assim, está comigo. Quando me pego mexendo em feridas já cicatrizadas, me bate aquela saudade. Aí penso em te ligar, correr atrás, morrer de amor e todas aquelas bobagens sentimentais em que você está cansado de se ver. Será que se

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Refletindo

Vida. Estranha essa vida que te leva pra caminhos que tu não deseja. Não quer. Que sempre te puxa pra dor. E nós, seres humanos, com todos incontáveis defeitos vivemos desafiando essa lei da vida de tentar fazer tudo certo. E esse certo? E esse tal de certo que ás vezes, não é o certo pra todo mundo. E esse réu confesso que é nosso coração, que com todos seus sentimentos vive apenas para ser preenchido. Nosso coração nasce incompleto, e vive por ai a vida inteira a procura daquele pequeno pedaço que possa preenche-lo. Mas não é qualquer pedaço é aquele que se encaixa perfeitamente, é como se nosso coração fosse um vaso quebrado. Por mais que tu encontre os pedaços perdidos e tente encaixa-los ele não será completo, lindo e pleno sem aquele pequeno minúsculo pedaço que faz toda a diferença. A gente cresce e vive a procura

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