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Como saber se um sentimento é verdadeiro?, ouvi uma romântica perguntar para outra, em uma dessas conversas de corredor. Como estava atrasada e minhas boas maneiras estavam firmes e fortes nesse dia, passei adiante e não esperei a resposta. Mas, fiquei formulando bons argumentos e explicações quase empíricas, para o caso de alguém me fazer o mesmo questionamento em uma outra oportunidade. Então, um dia desses, aconteceu. Me perguntaram como seria possível dizer que um sentimento entre duas pessoas é verdadeiro. E eu estava preparada para duas respostas – cujos critérios de escolha seriam meu tempo disponível, minha paciência e a maturidade de quem me dirigisse a pergunta. A primeira resposta era simplista demais, mas deveria servir para um caso de pressa. Eu diria que não há como saber. Direta e rapidamente, eu diria que para cada sentimento entre duas pessoas, há um risco embutido que é necessário assumir. Você

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Era uma manhã tão linda e ensolarada que me motivou a chutar o balde. O sol tem essa mania boba de recarregar minhas energias e me libertar da negatividade que insiste em me acompanhar. Gastei todo o meu ódio e dei meu melhor grito de liberdade quando derramei a água velha, suja e que fazia parte de mim há tanto tempo, que eu já não sabia identificar se era pele, carne ou lodo. Vesti minha roupa preferida e uma sobreposição de inocência. Cansa bancar a esperta o tempo todo. Uma hora você deixa as armas de combate de lado, dá um sorriso que transborda ingenuidade e diz: “e agora?”. Por ora, parei de esperar que as pessoas sigam meu script. Descobri que planejar demais não é o mesmo que realizar todos os seus planos e bater todas as suas metas. E a vida tem uma mania estranha de nos surpreender.

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Eis meu estado: meu telefone se encontra no silencioso para calar sua voz e seu grito de arrependimento e o resto? Bem, estou tentando não pensar no assunto. As fotos e cartas e qualquer vestígio seu, estão espalhados pela casa em pedaços, que rasgam e tiram você por completo de mim. Os mesmos pedaços em que eu me encontrava e não serviram em você, estão perdidos nos cantos desta casa vazia. Uma casa tão vazia quanto eu. Tão cansada de ser preenchida e alugada e visitada por todos sem permanência, sem compra, sem alguém que a alugue eternamente. Meus contratos são de curto prazo exatamente para evitar que as pessoas abusem e fiquem por muito tempo e se intitulem donos de toda a minha arquitetura, dos meus móveis, das minhas paredes descascadas e do meu quintal. São meus, entende? Mas quando é que vai aparecer alguém suficientemente capaz de tomar

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Ela mora no interior e ele na capital. Ela tem uma energia de viver declarada no olhar, enquanto ele carrega uma certa timidez e uma cautela no arriscar. Em comum, um sentimento forte, nunca visto ou sentido por ambos. Mas isso nunca foi o suficiente. Os sonhos distintos afastaram os dois. Ela foi morar fora, ele ficou. Eles tentaram à distância, mas não deu certo. Outras pessoas apareceram, eles se envolveram e foram felizes. Mas nunca o suficiente. Foram anos de uma esperança incomum, de um dia viver aquela história interrompida, consertar as falhas do destino, devolver justiça ao tempo. Os desencontros ocorriam até quando ele entrava em uma sala de bate-papo na internet. Ela havia acabado de sair. Quando ela voltava para a terra Natal, ele estava em viagens, ou atarefado com o trabalho. Quando quis largar tudo para ir atrás dela, faltou dinheiro. Quando ela quis abandonar tudo,

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O amor é muito mais que palavras. Amar é um verbo, mas torná-lo real vai muito além de qualquer definição. Você não o pega, você não o segura. Amar não é se encher de pessoas vazias para se sentir completo. Não é gritar ao mundo seus sentimentos, muito menos se esconder neles. O amor não se mantém com promessas ou indiretas nas redes sociais. A gente encontra o amor naquele sorriso que escapou sem que pudéssemos perceber ao receber uma sms. Ele está no encontro de olhares perdidos. Na dança desengonçada em frente ao espelho. O amor está na loucura, na razão, nas noites de ciúme e naquele abraço quentinho. Ele está onde a gente não procura. Não dá pra calcular, nem medir, muito menos descrever. O amor se mostra sem nos pedir permissão. E de repente, ele não precisa das suas palavras porque cria forma por si só. Você

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Sábado à noite e eu em casa, tentando assimilar as porradas que levei da vida nos últimos dias. Não bastasse eu questionar minha profissão e todas as minhas atitudes nessa existência, meu relacionamento acabou da forma mais surpreendente possível. Como assim, não dá mais? Naquela hora senti o chão abrindo um buraco e enquanto eu caía, uma faca atravessava a minha garganta, vinda do estômago e passando pelo peito. O pior de tudo é que ainda me sinto em queda. Preparo um drink para me fazer companhia, enquanto assisto a um reality show de gordinhos tentando emagrecer que passa na TV à cabo. De repente o telefone toca. Deve ser a minha mãe perguntando se eu jantei, ou querendo saber onde vou almoçar amanhã. Não era. Aquele nome bem conhecido piscando no visor do celular foi como se eu tivesse engolido um tijolo. Pensei em não atender. Pensei em atender

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Por quê? Por que você mexe comigo dessa maneira? Por que não consigo sentir o teu cheiro sem pensar bobagem? Por que não me controlo quando você chega perto de mim? Por que eu me sinto assim? Por que você existe? Por que, por que, por que? Perguntas sem respostas me fazem questionar o que eu quero pra mim. Ele não faz meu tipo, mas me atrai. Como explicar? Não sei. Não gostamos da mesma coisa, mas as nossas conversas são tão boas, que nem vejo o tempo passar. Na verdade ele até me irrita um pouco. No entanto chego em casa e quando deito a cabeça no travesseiro, é como se ele fosse o travesseiro. Está ali, entranhado em meus pensamentos, na porta de entrada para os meus sonhos. Não sei se é química, se é algo transcendental, empatia de alma, etc. Só sei que é inexplicável o que

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