Click

Click é aquela sensação de que alguma coisa se modificou dentro da gente. É uma interrogação que o corpo se faz, um arrepio sem procedência, um sorriso espontâneo provocado pelo timbre da voz. Click é um sinal interno de que o seu dia mudou de nome a partir de então.

Nunca esperamos o click. Pode ser num olhar, numa conversa ao telefone, ou em um esbarrão no meio da festa. Naqueles segundos em que os corpos se encontram, mas não se enxergam, você já sente algo estranho, familiar. O click é um sentimento confuso, sem identidade, chega quando quer e entra no peito sem avisar.

Certa vez, o click apareceu antes mesmo de conhecê-la pessoalmente. Só de ouvir falar nela, senti uma empatia genuína, um carinho instantâneo e, a partir dali, minhas reações extrapolaram qualquer normalidade aparente. Eu só provocava um assunto com nosso amigo em comum. Sem me dar conta, demonstrava interesse por alguém que meu olfato ainda não reconhecia, que apenas meu sexto sentido identificava. O click invade sem que você perceba e abre as portas para o encantamento. Uma vez encantado, não há espaço para raciocinar.

Eu nunca havia tocado nela, olhado pra ela, mas bastava falarem dela – inclusive com outros caras – e eu sentia ciúmes, vontade de protegê-la. O curioso é que nem assim eu imaginava que algo estava acontecendo, talvez por tudo isso ser uma grande loucura da minha parte. Ingenuidade. O click tem um quê de insanidade.

Não é raro sentir atração por alguém que não conhecemos ou não vimos o rosto. Para haver o click, a pessoa nem precisa ser bonita, engraçada, ou ter um bom papo. O click é irracional e não significa que se transformará em paixão. O click é o embrião do sentimento, pode durar horas, ou alguns dias. É um estalo do coração, brilho efêmero dos olhos. Desperta a vontade de ser feliz.

Texto por Chico Garcia, conheça o blog dele!

Reza a lenda que hoje os homens só querem as magricelas. Reza a lenda, pois homem gosta mesmo é de curvas, de carne. Escrevo esta crônica como um alerta feito em nome da estética, do prazer e da saúde. Sobretudo, em nome dos pecados da gula e da luxúria. Faz algum tempo que uma certa tendência à exultação da magreza como qualidade física e moral surgiu no mundo da moda, por obra de estilistas que, a rigor, não são os melhores apreciadores do gênero feminino em todo o seu potencial.

Essa inclinação localizada (nada a ver com gordura localizada) rapidamente ganhou o espaço da propaganda. Campanhas comerciais magistralmente produzidas passaram a ser estreladas por moças desvalidas. Não demorou muito para que as curvilíneas atrizes de cinema do passado fossem substituídas por mulheres esquálidas, retas, de pernas arqueadas e reféns dos closes de rosto. Por fim, o que era propensão virou, no universo feminino, um propósito, o fim a ser atingido, reinando absoluto também nas redes sociais.

Qualquer amiga sua que tenha emagrecido a ponto de ficar incapaz de ser apresentar como doadora de sangue vira celebridade, com infinitos elogios de outras mulheres, a maioria invejando aqueles ossos proeminentes dos cotovelos ou dos maxilares, exibidos com orgulho triunfante pelas escassas de volume. Atônitos, os homens reprovam esse comportamento estranho, mas em silêncio, com receio de serem confundidos com sujeitos refratários à beleza feminina. Nada dizem contra, e passam, evidentemente, a procurar consolo visual em outras paragens, nos perfis das mulheres normais e até mesmo – pasmem, senhoras! – de algumas gordinhas.

Sim, no universo social masculino, a gordinha, desde que haja proporção em sua corpulência, são mulheres muito atraentes, tem curvas sinuosas e substância erótica em forma de carne. Se a distribuição de volume favorecer o que Vinícius de Morais chamou de “latifúndio dorsal” no famoso poema Receita de Mulher, (“As muito feias que me perdoem / Mas beleza é fundamental), melhor ainda. Para o olhar masculino, sem volume não há o impulso do toque, ou mais popularmente falando, a fartura é o sex appeal que determina a “pegada”. Ou seja, não seja magra, mas também não exagere na gordura, movimento equilíbrio são fundamentais.

Mulheres, não se levem tão a sério e prestem atenção no que eu digo: não emagreçam! Não estou me referindo, claro, aos casos de obesidade, que é o avesso do magérrimo. Em ambos falta a harmonia das proporções das partes com o todo. A beleza necessita de volume. Não é por acaso que os pecados do corpo se chamam pecados da carne, e não pecados do osso.

E vocês, cheinhas, não se torturem. Aproveitem um bom pudim de leite como quem se delicia em um beijo. Essa volúpia, aliás, é mais um ponto a favor de vocês. Deixem as magras absortas em suas próprias fotos sem graça, enfeitiçadas pelos elogios despropositados de outras mulheres. Os homens, especialmente os de natureza alfa, estão de olho mesmo é em vocês.

Texto de Wanderley Filho, no Reza a Lenda. E ai meninas? Concordam? Eu acho que devemos ser saudáveis mas não nos privarmos de todos os prazeres em busca de um corpo perfeito. Acredito que a saúde tem sempre que vir na frente da beleza. Exageros nunca são bem vindos – nem de magreza nem de gordura. Entretanto, devemos olhar no espelho e nos sentirmos confiantes, independente do peso. Se você se ama, ninguém tem nada a ver com o número da sua calça jeans.

Fique nude!

Que mulher nunca pensou em estar na capa de uma revista masculina? De fazer um ensaio sensual, nem que seja pra guardar dentro da gaveta? Ou pra dar de presente pro namorado ou noivo? Esse seu desejo pode se tornar realidade com a Agência Nude. A empresa das fotógrafas paulistas Darcy Toledo e Jane Walter, oferece, há sete anos, uma experiência única: mulheres de todas as idades e tipos físicos podem se tornar divas por um dia e estampar a capa de uma revista sensual. Mas esta publicação não estará à venda nas bancas e terá novos focos: recordação pessoal ou presente entregue a namorados e maridos. Caso você não queira sair na capa de uma “revista”, você pode optar pelo pacote básico no qual você recebe tratamento de estrela (maquiagem, cabelo e figurino) e todas as fotos em alta qualidade em um CD. Legal né? Confere um pouco do trabalho das meninas!

Todas as fotos do post e de todo material da Nude foram autorizadas pelas clientes. Aliás, a agência leva super a sério a privacidade das clientes. Elas tomam toooodo cuidado para garantir a segurança das imagens. Da produção à impressão, seguem rigorosos critérios para que as imagens não sejam utilizadas indevidamente por terceiros. Além disso, a equipe Nude é exclusivamente feminina, desde a fotografia ao tratamento das imagens. Além das fotógrafas, Darcy Toledo e Jane Walter, o grupo é composto por maquiadoras (especializadas em fotografia), figurinistas (responsáveis pela seleção de lingeries e acessórios), jornalistas (produção do editorial das revistas) e publicitárias (tratamento de imagens).

É tímida? Tá com vergonha? Não tem problema. A direção fotográfica estimula o despertar de uma nova mulher, até das mais inseguras à primeira vista. Aos poucos, durante a sessão de fotos, uma pessoa completamente diferente aparece! Mudança que não termina com o fim dos flashes, mas que a acompanha por toda a vida. Uma curiosidade: O trabalho da Agência Nude foi a fonte de inspiração para a personagem Ingrid, da novela Viver a Vida (2010), de Manoel Carlos. Luxo! Ah, e as fotos recebem aquele retoque esperto pra esconder o que não queremos lembrar no futuro (celulite, gordurinha, espinha).

A Agência Nude é de SP, mas realiza ensaios por todo o Brasil e estará em Porto Alegre entre os dias 7 e 10 de março. Então se agilize! Para a temporada 2013, as fotógrafas destacam dois pacotes: o Diva by Nude e a Revista Nude. No primeiro, o foco é a experiência fotográfica, valorizando o autoconhecimento. A revista é outro destaque, em que as fotos são impressas em uma publicação sensual exclusiva. Os ensaios são individuais, moldados conforme a sua personalidade e de diferentes valores entre eles. Saiba mais no site da empresa! Entre em contato com as meninas que tenho certeza que é um presente incrível que você pode dar a si mesma. Uma experiência pra lembrar para toda vida!

Quem disse que dor de cabeça é desculpinha, só podia ser um homem. Pensa que é fácil ter que pintar o cabelo, fazer as unhas, depilar os pelos de todos os lugares mais escondidos do corpo e ainda pensar no “look” do dia seguinte? É isso que uma mulher faz antes daquele encontro que você, homem, só coloca uma camisa e tá pronto. Que ódio. Que dor de cabeça!

Se oferecer para rachar a conta passa a impressão de feminista demais. Se não se oferecer, folgada. Se vai pra cama no primeiro encontro, fácil. Se não vai, recatada demais. Se arruma a casa, é mulherzinha perfeccionista. Se não arruma, “não é pra casar”. Que dor de cabeça é ser mulher!

Se ele liga demais, perdemos o interesse. Se liga de menos, é canalha. Custa muito mandar uma SMS com um tom perfeito entre o carinhoso e o irreverente? Se ele nunca namorou, só pode ter algo errado. Se ele namorou várias, certamente tem algo errado. E agora? Mais dor de cabeça!

Nós, mulheres, temos muuuuitos motivos para termos dores de cabeça. Clica aqui e conta lá na página da Neosa a sua história.

Cegueira

Por que você foge de mim? Não vê que eu fui feita pra você? Você tem a habilidade de esconder de si mesmo o que sente. Eu não consigo. Sou toda verdade quando estou contigo e tuas falsas mentiras não me convencem mais. Acorda, cara, ninguém vai te fazer sorrir como eu. Conheço tuas vontades, adivinho teus pensamentos e mesmo assim, você disfarça. Que incapacidade para ser feliz. Às vezes a gente não enxerga o que está debaixo do próprio corpo.

O pior de tudo é te encontrar e ter que te seduzir mais uma vez, sabendo que você me quer. Isso te deixa melhor? Tudo bem, eu não me importo, vou atrás do que quero mesmo e quando te vejo, só tenho línguas pra ti. Enquanto isso, vai tentando esconder essa vulnerabilidade, essa confusão sentimental. Nem você se entende e eu ainda me pergunto como perco meu tempo contigo.

Meu problema é gostar tanto. Não, já falei para as minhas amigas, não quero alguém que me valorize, que cuide de mim, atenda minhas ligações, me apresente aos amigos, blá, blá, blá. Quero você! Ainda tenho esperança de que você vai se dar conta do mulherão que está perdendo.

Não, gurias, ele não é um canalha. Aquele olhar tão familiar não pode ser público, compartilhado com facilidade. É muito intimista para ser revelado a mais gente. É revelador demais para o trânsito do dia. Seus olhos me dizem exatamente o que preciso na hora que eu mais gosto. Duvido que mais alguém consiga retirá-lo daquele mundinho de cálculos e problemas do escritório durante a tarde. Não bastasse, ele desabafa comigo os problemas do trabalho e quando a gente se encontra, nossa única tarefa é esquecer da vida, morrer pros outros. Viver aquela coisa chamada momento. Não há química parecida, afinal a solução é sempre composta, nunca isolada. Ninguém interpreta com o sentimento.

Mandei mensagem e ele não respondeu. Quem sabe eu ligo? E se estiver trabalhando? Deixa eu ver se tá online no facebook. Nada! Ah, um toque no celular, então. Pronto! Ó, respondeu: “Estou ocupado, mais tarde te ligo”. Eu sabia, ele me ama. Nós ficamos mesmo cegas quando amamos sozinhas.

Texto por Chico Garcia, conheça o blog dele!

Ser mulher é um dom. Na ultrassonografia a mamãe descobre que tá grávida de uma menina. É ela! Pode comprar tudo rosa. Chega de tip top amarelo. Ela tá vindo para arrasar. É uma menina, ainda não é uma mulher. Algumas meninas só se tornam mulheres no primeiro pé na bunda que recebem daquele babaca. Ou quando tomam coragem e acabam com o primeiro namorado. Sabe? Aquele momento que você tira um peso das costas que nem sabia que carregava. Já algumas meninas se tornam mulheres logo no primeiro salto que experimentam, no primeiro batom que usam. Elas nasceram pra isso. Mas existem aquelas que nunca se tornarão mulheres. Aquelas que nunca deixaram as intriguinhas gratuitas de lado. Aquelas que paqueram o namorado da amiga. Aquelas que são rudes e dispensáveis. Essas serão meninas para sempre e não merecem ser chamadas de mulheres.

Carregar o fardo de “mulher” não é pra qualquer uma. Precisa merecer. Então, que tal se todos os dias deixássemos de ser tão menininhas e nos tornarmos cada vez um pouco mais mulheres de verdade? E isso não tem nada a ver com deixar as brincadeiras e as levezas da vida de lado e colocar no lixo aquela barbie que você guarda no armário. Muito pelo contrário. Mulheres encantam – e não só aos homens. Elas me encantam. Meu sonho é ter uma filha mulher. Para além de ser minha melhor amiga, eu ter a certeza de que estou deixando no mundo um pedacinho de meiguice para adoçar o mundo. Sutileza, delicadeza e aquele sexto sentido aguçado para perceber quando as coisas não vão bem. Mulheres são assim. Mulheres, não meninas. E você? Pode ser chamada de mulher? parabéns pelo seu dia!

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