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Refletindo

Se você precisa mesmo ir, então vai. Não sou eu quem vai lhe abrir a porta e lhe mostrar o caminho sem volta daquelas ruas e de um mundo inteiro longe de mim, longe de nós. Mas, se você já conhece o percurso e isso lhe atrai, também não sou eu quem vai te segurar. Afinal, o que estaria ao meu alcance para impedí-lo se eu já nem te alcanço mais? Não vou esconder suas roupas, suas chaves, seu passaporte, seus documentos. Não vou amarrá-lo ao pé da minha cama, nem me jogar aos seus pés implorando pela sua presença, pela sua permanência. Se eu bato os pés e puxo os cabelos, se eu grito seu nome, se eu seguro os seus braços, vou estragar tudo; vou derramar luto sobre uma história que foi tão colorida enquanto durou. Vou sentar e assistir a tudo com calma. Porque permitir que você

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Refletindo

Alguns conhecidos me disseram que nós dois somos contagiosos. Nós dois e esse nosso sentimento absurdo de tão terno. Nós dois e essa ternura absurda de tão grande, de tão quente, de tão espontânea, de tão ingênua. Me disseram que somos contagiosos porque levamos os outros a quererem uma ternura semelhante à nossa. E quem não quer?, eu me pergunto. Quem não quer ser um de nós, e deitar a cabeça sobre o peito do outro para dormir em paz? Quem não quer os nossos abraços de reencontro – que são os mesmos depois de poucas horas ou de uma semana inteira sem nos encontrarmos – sempre entusiasmados e apertados como um nó? Afinal, é isso que somos, um nó. Somos um só. E quem não quer ser um só, feito de dois?, pensei com meus botões. Se há alguém nesse mundo que prefira ser sozinho – e deve haver

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Refletindo

Eu sempre soube que no dia em que um cara batesse à minha porta com flores escondidas às suas costas, ele não seria o primeiro no mundo a ser romântico. Sempre soube que flores, bombons, chocolates, ursinhos de pelúcia e declarações de amor estão entre os ítens mais batidos e clichês da escola de relacionamentos. O grande trunfo de originalidade é ser sincero, e nunca – jamais – banalizar gestos demonstrativos de afeto. Porém, sempre achei lindo flagrar um marmanjo andando pelas ruas com um ramalhete em mãos. E a verdade é que fico tão encantada que nem me pergunto se a ação é espontânea – vou logo achando que carregar as rosas para lá e para cá já prova a sinceridade. E quando sou abençoada com um desses flagrantes, fico imaginando quem será a sortuda prestes a receber as flores, qual será sua reação, se há algum motivo especial

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Refletindo

Como saber se um sentimento é verdadeiro?, ouvi uma romântica perguntar para outra, em uma dessas conversas de corredor. Como estava atrasada e minhas boas maneiras estavam firmes e fortes nesse dia, passei adiante e não esperei a resposta. Mas, fiquei formulando bons argumentos e explicações quase empíricas, para o caso de alguém me fazer o mesmo questionamento em uma outra oportunidade. Então, um dia desses, aconteceu. Me perguntaram como seria possível dizer que um sentimento entre duas pessoas é verdadeiro. E eu estava preparada para duas respostas – cujos critérios de escolha seriam meu tempo disponível, minha paciência e a maturidade de quem me dirigisse a pergunta. A primeira resposta era simplista demais, mas deveria servir para um caso de pressa. Eu diria que não há como saber. Direta e rapidamente, eu diria que para cada sentimento entre duas pessoas, há um risco embutido que é necessário assumir. Você

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InspiraçãoRefletindo

7 de setembro, independência do Brasil. Patriotismos à parte, vamos combinar que a maioria dos brasileiros adora um feriadinho. Concordo que estes períodos de folga são prejudiciais ao país – nossa economia perde milhões com estas “pausas forçadas”-; no entanto, é o tipo do dia que dá pra gente colocar a cabeça no lugar. Já que é certo que todo o Brasil tem este feriado, aproveite para descansar, visitar a família que mora longe, ler, terminar aquele trabalho da faculdade, sair com o pegada novo, curtir o namorado, fazer uma comidinha especial, correr no parque, assistir aquele super filme que estreou no último mês, resolver aquela pendência no ap, cair na balada.. enfim, fazer aquilo que te deixa feliz! Além disso, musas, esta pausa é bom pra parar e pensar: o que eu fiz neste ano e o que ainda pretendo fazer? Sabe aquela melancolia que muitas pessoas tem no

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Refletindo

Às vezes vejo meninas se perguntando a diferença entre um gesto ou outro, o que um homem quer dizer com isso ou aquilo. Pois bem, fiquei tão encucada que acabei recrutando uns amigos e perguntando essas sutilezas. Alguns viram alguma diferença, mas a maioria disse que não muda nada. Homem fala o quer der na telha, quase nunca planeja palavras ou mede elogios. E devíamos aprender a lidar com isso. Antes de criar altas expectativas, ou se frustrar porque um encontro não foi exatamente como você sonhava, analise o lado positivo. Pense no esforço e em você. Veja o que te faz bem. Afinal, quantos cafajestes conseguem falar tudo certinho mas não valem uma vírgula dessas palavras? Esqueça seu lado analítica. Se abra para o diferente, só assim o novo aparecerá para você. Ao invés de prestar atenção em cada detalhe, pergunte-se se o geral de impressionou. Existe homem cachorro?

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