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textinho

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Quantas vezes você desbloqueia o celular pensando que vai ver uma mensagem minha, quando não há? Inclusive, eu também faço isso, viu? Preciso me policiar pra não ir na sua janela dizer: E ai, quando esse joguinho acaba? Acaba quando a gente toma vergonha na cara e resolve dizer. Resolve que o abraço é melhor que o frio na barriga de incerteza. Frio na barriga só é bom em montanha russa, só é bom quando o carro passa rapidinho em uma descida ou em uma lombada e quando ele vem porque você quer ver logo o sorriso de alguém. Quando você tem a certeza de que o sorriso vai se abrir, o frio na barriga se transforma em algo tão bom que você viveria com as borboletas la dentro, batendo freneticamente as asas te alertando que você esta feliz! Que esta tudo bem e o sorriso que você quis ver

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A incrível sensação de contar os segundos. De olhar repetidas e insistentes vezes no visor do celular, na esperança do tempo ter passado só um pouquinho mais rápido. A decepção ao descobrir que não se passaram nem dois minutos retiram nossas esperanças durante o suspiro cansado. Até que uma hora a tela brilha, você escuta o som do seu celular, o ponteiro finalmente resolve trabalhar a seu favor e é chegada a hora. É chegada a hora de sentir aquela montanha russa, que quebraria facilmente o recorde de mais rápida do mundo, que se instalou e é ligada diversas vezes na sua barriga. É chegada a hora de se olhar no espelho e sentir uma pontada de insegurança, o famoso será-que-prendo-o-cabelo-de-outro-jeito? Deixa isso ai minha filha, a saudade é tamanha que ninguém vai reparar se sua franja cai pra esquerda ou pra direita, o que pesa é o tamanho do

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Talvez este seja só mais um texto sobre o quanto seus olhos parecem ter a tonalidade perfeita dos que eu sonhava para os meus filhos. E talvez seja mais uma frase que, quando você terminar de ler, vai te deixar apreensivo sobre o futuro e sobre o que nós ainda faremos juntos. Talvez sejam mais 10 minutos gastos do seu dia em pensar sobre como você vai se vestir neste fim de semana ou sobre o que você vai jantar (ou com quem). Talvez, dessa vez de certo e com uma probabilidade remota de você esquecer o quanto doeu das ultimas vezes. A questão é que nunca da pra ter certeza absoluta. Nunca dá pra dizer que é ou não algo. Nunca da pra confiar 100% ou pra colocar a mão no fogo sem nem fechar os olhos com medo das chamas e isso se chama incerteza. Quando saímos de

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Minha possessividade sempre bateu de frente com sua liberdade exagerada. Não que isso me incomodasse por completo, mas sempre rendeu boas brigas. Ele não diz nomes feios perto de outras pessoas, eu mando logo ir pastar qualquer pessoa que me tire do sério. Minha risada ecoa em qualquer lugar em que eu esteja, a dele é discreta e tímida. Num primeiro momento, eu poderia jurar que fomos desfeitos um para o outro. Não dá para botar fé num relacionamento que é composto por diferenças. E foi aí que eu me enganei. Ele é calmo e eu o estresse em pessoa. Quando eu mando as coisas para o espaço, é ele quem recolhe tudo e me diz que tinha certeza de que eu me arrependeria. Eu sou guiada pelos sentimentos, ele pela razão. Ele é meu consolo e eu sou sua amiga. Ele curou minhas cicatrizes e eu dei um brilho

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A única coisa que eu tenho certeza nessa vida, é que não tenho certeza de absolutamente nada. Levei muito tempo para descobrir que certezas são quase sempre frustrantes. Levamos uma vida inteira para provar ao mundo o quanto estamos certos e perdemos as melhores oportunidades no caminho. Juramos que somos capazes de fazer o amor desabrochar em um ambiente inóspito, quando na verdade, a gente é quem inventa possibilidades em meio a tantas improbabilidades. Sempre que me obrigo a gostar de algo por muito tempo, me frustro. Porque percebi cedo demais que, qualquer que seja o sentimento, para ser de verdade, é preciso que a gente solte as amarras e aceite que laço enfeita, não prende. Decidi não esperar demais. O ser humano tem essa mania boba de se prender as esperas da vida. Sempre torci pela recompensa, paciência e compreensão, mas dessa vez, só dessa vez, resolvi aceitar o

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Amor bom é esse que chega de mansinho, bem devagarinho, sem causar muito auê. Não me leve a mal, não estou diminuindo os sentimentos de ninguém, mas a paz de um amor tranquilo me traz muita felicidade. É que eu me cansei de viver a vida em perigo a todo momento. Um dia, pode ter certeza, você vai se cansar do medo, da insegurança, da inconstância e vai querer qualquer tipo de certeza que te dê coragem e firmeza. Eu vivi a mil por hora e tive alguns acidentes que me causaram feridas profundas. Não que não tenha valido a pena, sabe? Mas é que sei lá, alguns machucados demoram muito a sarar. E cicatrizes doem bastante conforme a lua muda, vai entender. Já vivi o amor em sua totalidade, pela metade, já amei sozinha e fiz loucuras. Aprendi também que ele não precisa ser devastador o tempo todo. É

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Tenho que admitir, coisa que não faço com muita frequência, que estive errada sobre você. Quando te conheci, achei que desistiria de mim numa briga qualquer. Num dia ensolarado ou noite chuvosa. Achei que abriria mão logo na primeira prova de resistência ou com a minha falta de paciência. Eu estive errada todo esse tempo porque me julguei boa demais para você. Quando tudo o que você fez foi me mostrar o contrário. Eu não quero viver uma mentira como das outras vezes, entende? Não quero que você seja como todos os outros a quem enganei. Não quero te dar o que eu não tenho, nem te fazer acreditar no que eu não sinto. Seria de uma covardia sem tamanho se eu te levasse até a minha casa e te embebedasse com meus vinhos, histórias, desafetos e carências. Seria muito aceitar o fardo de te tratar como nada logo após.

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Eu não sei o que é, de fato, o amor, disse baixinho. Uma frase curta e simples se propôs a causar uma catástrofe em mim. Depois de muito pensar, eu não sei definir o que é. Quando digo “eu te amo”, me refiro a quê? Para mim, amor é assistir a um pôr-do-sol em boa companhia, sentir a chuva caindo de mansinho, ser feliz com alguém ou sozinho. É ter aquele abraço que chega sem que seja preciso pedir e, em meio ao silêncio, diz mais que todos os meus textos reunidos em uma folha qualquer. Eu me lembro quando disse que amava alguém pela primeira vez. A gente estava em um carro e em meio a uma conversa qualquer eu soltei: “eu te amo”. Acho que nunca assustei tanto um cara em toda minha vida. Ele foi educado o bastante para dizer que amor era uma palavra forte demais.

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Tá difícil seguir sem você. Parece algo intrínseco ao meu ser, entranhado na pele. Você marcou de uma forma que meu coração jamais vai esquecer, por mais que a cabeça se esforce. É uma falta que assombra o peito, questiona a vida. Me faz perguntar ao espelho se um dia eu vou sorrir novamente. Eu sei que vou. Pelo menos espero que sim, mas a sensação é de que o mundo será cinza para sempre. A parte mais difícil está entre o despertar e o adormecer. No restante, até que lido bem, isso quando não lembro dos sonhos. Quando acordo, lembro de você antes mesmo de abrir os olhos. É como se eu sentisse teu cheiro. Na verdade eu sinto, relembro, revivo, recordo, renasço para falecer novamente. Durante aqueles segundos na cama, com a consciência turva, procuro teu corpo entre os lençóis. O vazio da cama rima com aquela angústia

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Dar um tempo é perder tempo. Covardia da boca, frase do medo. Decisão indecisa, contradição da vontade. Tentativa de conformar sem confortar. Dar um tempo é sentir pena de machucar quem deixamos de amar. É o fim abreviado. Injeção letal com anestesia. Dar um tempo é a vergonha do brio, escudo transparente do verdadeiro desejo. Quem pede um tempo, não quer admitir que o ciclo encerrou, pelo menos de forma unilateral. E aí, não há o que fazer. Não se ama por dois. Ao pedir um tempo, a necessidade é de se afastar. Ledo engano. A proximidade é que poderá consertar o que se quebrou. Dar um tempo é abrir espaço para o conveniente, para dormir em outras camas, para pensar na vida. Se você precisa pensar longe da pessoa com quem você está, sinto em dizer que não há mais o que pensar. Quem ouve “Precisamos de um tempo”,

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